terça-feira, 11 de outubro de 2011

Praxisnoscópio

O Praxynoscópio é um aparelho que projeta na tela imagens desenhadas sobre fitas transparentes, inventado pelo francês Émile Reynaud (1877). A princípio uma máquina primitiva, composta por uma caixa de biscoitos e um único espelho, o praxinoscópio é aperfeiçoado com um sistema complexo de espelhos que permite efeitos de relevo. A multiplicação das figuras desenhadas e a adaptação de uma lanterna de projeção possibilitam a realização de truques que dão a ilusão de movimento.
Derivado do Zootropo, no local das fendas eram colocados espelhos que impossibilitavam a visualização direta e dando uma impressão cintilante nos desenhos. Através de um complicado sistema de lentes e espelhos a animação era projetada em uma tela. Centenas de desenhos eram feitos para gerar 15 minutos de um espetáculo ótico aberto ao público, o primeiro denominado “Pantominus Lumineuses” (algo como enganar com luzes na tradução) foi feito pelo próprio Émile Reynaud. A apresentações eram coloridas, com trilhas sonoras condizentes com o enredo ( musicado por Gaston Paulin), cenários da sala de apresentação bem elaborados e personagens rigorosamente adaptados geraram aproximadamente 1300 apresentações em Paris. O invento funcionou até 5 anos após a inveção do cinema.


quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Zootrópio

 H i s t  ó r i a  


O Zootrópio é baseado no mesmo 
princípio do Fenachiscópio, mas com 
uma forma cilíndrica. Permite que várias 
pessoas vejam ao mesmo tempo a 
animação de imagens. O matemático 
inglês William. G. Horner foi o primeiro a 
descrever o Zootrópio, chamando-o 
“daedaleum” em 1834. Durante três 
décadas foi votado ao esquecimento até 
que em 1867 foi patenteado em 
Inglaterra por Milton Bradley e na 
América por William F. Lincoln, que lhe 
deu o nome de Zoetrope ou “roda da 
vida”. 




O Zootrópio (ou Zoótropo) é o terceiro maior 
instrumento óptico e, tal como o Taumatrópio e o 
Fenachiscópio, também se baseia na persistência 
retiniana para dar a ilusão de movimento. 
Consiste num ‘tambor’ com a face superior 
aberta, que roda em torno de um eixo. No interior 
são colocadas umas faixas com as ilustrações 
viradas para o centro. Os espectadores vêem as 
ilustrações através de ranhuras situadas na face 
cilíndrica do tambor à mesma distância. Quando 
este roda, é criada a impressão de movimento 
através da sucessão de desenhos. 



Como fazer : 
  
1. Fazer uma tira comprida onde se desenha uma sequência de figuras de forma a que a 
última se relacione com a primeira. 
2. Fazer o tambor onde se recortam umas ranhuras à mesma distância. Pode ser feito em cartolina ou aproveitar-se uma caixa cilíndrica. 
3. Na base do tambor deve-se colocar um pau (ou um arame) para fazer de eixo e rodar o 
Zootrópio. 

Fenaciscópio

   O fenaquistoscópio foi o primeiro brinquedo que realmente criava a ilusão de movimento. Inventado entre 1828 e 1832 pelo cientista belga Joseph Plateau, é formado por dois discos de papel ligados um ao outro por meio de uma haste fixada em um orifício no centro de cada disco. Um dos discos possui uma sequência de imagens pintadas em torno do eixo e o outro possui frestas na mesma disposição. Quando os discos são girados, o espectador vê as imagens do primeiro disco em movimento através das frestas do segundo.



Taumatrópio

TAUMATRÓPIO (ou Taumatoscópio)



H i s t  ó r i a


    A invenção do Taumatrópio teve como 
objectivo justificar um fenómeno de 
i l u s ã o   d e   ó p t i c a   d e n o m i n a d o  
persistência retiniana. O seu autor foi 
o médico e físico inglês John Ayron (ou 
Ayrton) Paris. Há algumas dúvidas 
quanto à data do invento, que oscila 
entre 1824 e 1827. No entanto, o 
Thaumatrope foi descrito pela primeira 
vez por este investigador no livro 
“Philosoohy in Sport made Science in 
Earnest” de 1827. 

   É o brinquedo óptico mais simples e de menor 
dificuldade de execução. Consiste num disco com 
uma imagem diferente em cada lado, e um cordel 
em duas extremidades. O objectivo é sobrepor as 
imagens como se fosse só uma, através da rotação 
do disco. Para isso, enrolam-se os cordéis e a 
seguir puxam-se. Enquanto o disco roda as 
imagens fundem-se criando a ilusão de ser apenas 
um desenho.




Como fazer : 
                                                    
P  Desenhar e cortar um círculo numa folha de cartão. 
P  Traçar uma linha a leve passando pelo centro (diâmetro da circunferência) 
P  Fazer um buraco pequeno próximo da extremidade (cerca de 0,5 cm) para 
prender o cordel. Repetir esta operação na outra extremidade. 
P  Fazer os desenhos nos dois lados do círculo (em posições invertidas).  
As duas imagens devem coincidir para que o efeito resulte conforme o exemplo 
(pássaro + gaiola).   


http://www.youtube.com/watch?v=171aiLLup64&feature=related

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Irmãos Lumiére

    Auguste Marie Louis Nicholas Lumière e Louis Jean Lumière, os irmãos Lumière, foram os inventores do cinematógrafo (cinématographe), sendo frequentemente referidos como os pais do cinema.


  O cinematógrafo
      
        Louis e Auguste eram filhos e colaboradores do industrial Antoine Lumière, fotógrafo e fabricante de películas fotográficas, proprietário da Fábrica Lumière (Usine Lumière), instalada na cidade francesa de Lyon. Antoine reformou-se em 1892, deixando a fábrica entregue aos filhos.
      O cinematógrafo era uma máquina de filmar e projetor de cinema, invento que lhes tem sido atribuído mas que na verdade foi inventado por Léon Bouly, em 1892, que terá perdido a patente, de novo registada pelos Lumière a 13 de Fevereiro de 1895.
São considerados os fundadores da Sétima Arte junto com Georges Méliès, também francês, este tido como o pai do cinema de ficção. Louis e Auguste eram ambos engenheiros. Auguste ocupava-se da gerência da fábrica, fundada pelo pai. Dedicar-se-iam à actividade cinematográfica produzindo alguns documentários curtos, destinados à promoção do invento, embora acreditassem que o cinematógrafo fosse apenas um instrumento científico sem futuro comercial. Casaram-se com duas irmãs e moravam todos na mesma mansão.

 

Divulgação do cinematógrafo

      A primeira projecção pública de apresentação do invento ocorreu a 28 de Dezembro de 1895 na primeira sala de cinema do mundo, o Eden, que ainda existe, situado em La Ciotat, no sudeste da França. Contudo, a verdadeira divulgação do cinematógrafo, com boa publicidade e entradas pagas, teve lugar em Paris, no Grand Café, situado no Boulevard des Capucines. O programa incluía dez filmes. A sessão foi inaugurada com a projecção de La Sortie de l'usine Lumière à Lyon (A Saída da Fábrica Lumière em Lyon). Méliès esteve presente e interessou-se logo pela exploração do aparelho.
    Os irmãos Lumière fizeram uma digressão com o cinematógrafo, em 1896, visitando Bombaim, Londres e Nova Iorque. As imagens em movimento tiveram uma forte influência na cultura popular da época: L'Arrivée d'un train en gare de la Ciotat (Chegada de um Comboio à Estação da Ciotat), filmes de actualidades, Le Déjeuner de Bébé (O Almoço do Bebé) e outros, incluindo alguns dos primeiros esboços cómicos, como L'Arroseur arrosé (O "Regador" Regado).

  Outros inventos
      Os irmãos Lumière desenvolveram também o primeiro processo de fotografia colorida, o autocromo (‘’autochrome’’), a placa fotográfica seca, em 1896, a fotografia em relevo (1920), o cinema em relevo (1935), a chamada ‘’Cruz de Malta’’, um sistema que permite que uma bobine de filme desfile por intermitência.

August Marie Lumiére e Louise Nicholas Lumière

Nascimento - 19 de Outubro de 1862
                         5 de Outubro de 1864
                          Besançon, França


Residência –França

Nacionalidade –francês

Ocupação – inventores cinematógrafos



kodak

       A Eastman Kodak Company é uma empresa multinacional dedicada ao design, produção e comercialização de equipamentos fotográficos profissionais, amadores e para as áreas de saúde. Foi fundada por George Eastman (Waterville, Nova Iorque, 12 de julho de 1854 — Rochester, Nova Iorque, 14 de março de 1932), o inventor do filme fotográfico, em 1888.
No primeiro dia do ano de 1881, George Eastman e Henry A. Strong formaram a Eastman Dry Plate Company. Eastman deixou o seu emprego em um banco para dedicar-se inteiramente ao novo projeto, fazendo pesquisas intensas com a intenção de simplificar a fotografia. Em 1888, ele lançou a câmera KODAK, tornando a base da fotografia acessível a todos.
      A nova câmera podia ser transportada para qualquer lugar com facilidade. Era pré-carregada com filme suficiente para cem poses. Após a exposição, retornavam a Rochester, onde o filme era revelado.
Em 1884, a parceria de Eastman e Strong formou a nova companhia Eastman Dry Place and Film Company. Em 1889, formou-se a Eastman Company e, a partir de 1892 passou a se chamar Eastman Kodak Company e passou a distribuir mundialmente seus produtos. Isso precisou, logicamente, de uma forte campanha publicitária.
    Eastman entendia que para atingir o sucesso de seu empreendimento, era necessário suprir as necessidades e desejos de seus consumidores. E foi investindo e reinvestindo em desenvolvimento através de pesquisas e na construção e extensão dos negócios que ele começou alavancar a sua história.
Em 1900, centros de distribuição foram estabelecidos na França, Alemanha, Itália e outros países da Europa. Uma unidade no Japão estava sendo considerada ao mesmo tempo em que a unidade do Canadá era construída.
   Desde 1900 já fazia câmeras fotográficas modernas na época. A Kodak produziu sua primeira câmera digital na década de 1990. O software da companhia chama-se EasyShare.
Hoje, a Kodak possui operações de manufatura na América do Norte, América do Sul, Europa e Ásia, e os produtos Kodak estão disponíveis em praticamente todos os países.

George Eastman

George Eastman  foi um empresário estadunidense.

    Fundou a Kodak e foi inventor do filme fotográfico, que permitiu a popularização da fotografia.
George Eastman cometeu suicídio com um tiro de arma de fogo no coração e deixou uma nota de suicídio, onde dizia somente: "Para os meus amigos. Meu trabalho está feito. Por que esperar?". Seu funeral deu-se na Igreja Episcopal St. Paul, em Rochester. George Eastman nunca se casou, e foi enterrado no jardim da companhia que fundou, a Kodak, em Rochester, estado de Nova Iorque.